O debate sobre o tamanho do Estado no Brasil sempre foi superficial. Oscila entre dois extremos igualmente improdutivos: o Estado máximo que sufoca quem produz e o Estado mínimo que abandona quem ainda depende dele. Nenhum dos dois responde aos desafios reais do país.
O Brasil precisa de um Estado necessário — forte onde é estratégico, enxuto onde é ineficiente, presente onde é essencial e ausente onde só atrapalha.
Não se trata de ideologia. Trata-se de projeto de nação.
1. Segurança pública: ordem como base do desenvolvimento
Não existe liberdade econômica sem ordem. Não existe investimento sem previsibilidade. Não existe prosperidade onde o crime impõe regras paralelas.
Segurança pública não é gasto social. É infraestrutura institucional.
Um Estado necessário:
- Investe em inteligência e integração entre forças.
- Valoriza as polícias e combate o crime organizado como questão de soberania.
- Reforça a legislação contra facções e estruturas financeiras ilícitas.
- Estrutura políticas penais que reduzam reincidência com rigor e estratégia.
Sem segurança, o pequeno empreendedor fecha as portas.
Sem segurança, o investidor recua.
Sem segurança, o cidadão perde a liberdade básica de ir e vir.
O desenvolvimento começa pela ordem.
2. Saúde pública: gestão, eficiência e resultado
Defender um Estado necessário não é abandonar quem depende do sistema público. É garantir que ele funcione com eficiência.
O problema da saúde brasileira não é apenas orçamento — é gestão, desperdício e baixa coordenação.
Um projeto responsável deve:
- Estabelecer metas claras de desempenho.
- Integrar dados e digitalizar processos.
- Priorizar atenção básica para reduzir pressão hospitalar.
- Ampliar parcerias estratégicas quando houver ganho real de eficiência.
Saúde pública forte não é máquina inchada.
É gestão profissional, foco em resultados e responsabilidade fiscal.
3. Educação básica: o verdadeiro motor da mobilidade social
O Brasil expandiu o ensino superior antes de consolidar a base. Esse erro custou caro.
Sem alfabetização plena na idade certa, não há competitividade.
Sem matemática bem ensinada, não há inovação.
Educação básica precisa ser prioridade absoluta:
- Foco em português, matemática e ciências.
- Avaliação nacional rigorosa.
- Valorização do professor com metas claras.
- Integração entre ensino técnico e setor produtivo.
Quem produz precisa de mão de obra qualificada.
Quem nasce com menos oportunidades precisa de base sólida para competir.
A política social mais eficiente é educação básica de qualidade.
4. Pesquisa e inovação: soberania no século XXI
No mundo contemporâneo, dependência tecnológica é vulnerabilidade estratégica.
Mas inovação não pode ser sinônimo de subsídio eterno nem de reserva de mercado ineficiente.
O Estado necessário atua como indutor:
- Incentiva inovação aplicada.
- Conecta universidades ao setor produtivo.
- Prioriza áreas em que o Brasil já é competitivo.
- Estimula tecnologia nacional com metas e avaliação de desempenho.
Abertura de mercado é saudável — desde que beneficie o consumidor e fortaleça os trabalhadores brasileiros.
Privatização é legítima — desde que a empresa não seja estratégica à soberania nacional.
Liberalismo responsável não é entrega. É maturidade institucional.
5. Proteção social: dignidade sem dependência
Um Estado necessário protege — mas não perpetua dependência.
Proteção social precisa ser ponte, não destino.
Isso exige três fundamentos:
Focalização precisa
Os recursos devem chegar a quem realmente precisa. Fraudes e distorções corroem legitimidade e sustentabilidade.
Porta de saída
Programas sociais precisam estar conectados à qualificação profissional, educação técnica e inserção no mercado de trabalho.
Assistência que não emancipa perpetua fragilidade.
Responsabilidade fiscal
Sem equilíbrio das contas públicas, não há política social duradoura.
Inflação e descontrole fiscal atingem primeiro os mais pobres.
Proteção social forte exige contas organizadas.
Quem produz não pode ser punido.
Quem precisa não pode ser abandonado.
O papel do Estado necessário é equilibrar essa equação com estratégia.
6. Infraestrutura institucional: menos centralização, mais eficiência
Excesso de centralização gera burocracia, privilégio e ineficiência.
Menos Brasília significa:
- Descentralização responsável.
- Simplificação tributária.
- Corte de estruturas improdutivas.
- Redução de distorções corporativas.
Mais Brasil significa:
- Valorizar quem gera emprego.
- Incentivar inovação.
- Premiar eficiência.
- Garantir proteção social sustentável.
O Estado não pode ser um fim em si mesmo.
Ele deve servir à sociedade — não se servir dela.
7. O voto como instrumento de projeto nacional
O Brasil não vive apenas uma disputa eleitoral. Vive uma disputa de modelo.
A escolha é entre:
- Um país que prioriza produtividade, ordem e base educacional sólida.
- Ou um país que expande máquina pública, centraliza poder e administra escassez.
Votar é escolher qual Estado queremos:
- Um Estado que protege, organiza e potencializa.
- Ou um Estado que concentra, intervém e perpetua dependência.
Menos Brasília não é menos proteção.
É menos estrutura que consome e mais recurso que chega na ponta.
Mais Brasil é:
- Segurança para viver.
- Educação para competir.
- Saúde para trabalhar.
- Inovação para crescer.
- Proteção para recomeçar.
O voto consciente não é um gesto emocional.
É uma decisão estrutural.
O Brasil não precisa escolher entre Estado e mercado.
Precisa escolher eficiência, responsabilidade e prioridade correta.
Um Estado que protege.
Mas que também exige.
Que apoia.
Mas que impulsiona.
Que acolhe.
Mas que liberta.
Menos retórica.
Mais estratégia.
Menos Brasília.
Mais Brasil.
OpinaMundos
(Este blog apoia abertamente o projeto BOLSONARO 2026 (PAI OU FILHO 🙏🏻 🇧🇷) Até a data da publicação deste artigo apoiamos a pré candidatura de Flávio Bolsonaro - 22)