OpinaMundos: Alex Campos
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Unknown

Síndrome do bode expiatório

Boi de Piranha!!

Algo se perde para se ganhar mais a frente.

Desde tempos antigos o sacrifício esta presente nas culturas

Sacrifícios são necessários para que se afirme a justiça e inocência

Na vida das pessoas o sacrifício tem sido evocado com o objetivo de legitimar merecimento

Sacrifícios são associados com perdas e privações

Sacrifícios são associados com castigos e restituições

Muitas pessoas andam por sacrifícios.

Andar por sacrifício é andar por culpa, buscando justificação

Andar em sacrifício é andar por causa e efeito.

Na vida das pessoas a misericórdia assume uma postura de ignorar o merecimento

Misericórdia é associada com restaurações

Misericórdia é associada com perdão

Misericórdia é uma jornada que cada cristão deve percorrer.

Andar em misericórdia é andar justificado sem procurar culpados

Andar em misericórdia é andar ignorando causa e efeito

Muitas relações são pautadas pelo sacrifício.

Alguém sempre assume a postura de vitima ofendida, outro de bode expiatório

Em casamentos, lares e pequenos grupos que vivem sobre o espírito do sacrifício sempre se estará procurando o culpado pelo transtorno.

Em contrapartida.

Relações pautadas pela misericórdia não há necessidade de sacrificar ninguém

Na misericórdia não há espaço para vitimas ofendidas nem para bodes expiratórios, mas para cumplicidades.

Em casamentos, lares e pequenos grupos que estão na jornada da misericórdia sempre há disposição para que se promova cura.

Sacrifícios acontecem em lugar publico, é ato solene.

Misericórdia acontece ma lugar privado é ato pessoal

Sacrifícios afirmam separações

Misericórdia afirmam inclusões

Sacrifícios nascem de espíritos indignados.

Misericórdia brotam de corações pacificadores

Sacrifícios consumam-se na morte

Misericórdia promovem a vida.


Escrito:
.

A vida sempre será maior que a morte. A misericórdia sempre maior que o sacrifício. E o amor sempre maior que tudo!

Vivamos em abundância de vida e perdão e nunca na tacanha mania de superioridade invertida: Aquela onde sempre somos as maiores vítimas da história, e por isso temos o direito de crucificar no outro aquilo que não conseguimos perdoar em nós mesmos.

Sejamos acima de tudo livres e nunca escravos dos nossos sentimentos mais mesquinhos.

Pense nisso e movimente-se rumo a real felicidade!!

Alex Campos
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Unknown

1 ano sem João Hélio... Que não seja em vão!?

Que não seja em vão! Eu ainda estou pasmo com a passividade da sociedade brasileira. A onda crescente da violência parece não incomodar nossa "querida" classe política. O que mais falta acontecer? Policiais sendo assassinados em série; menino de 6 anos arrastado por 7 km (barbárie no último grau); ônibus sendo incendiado com pessoas vivas; criança de 1 ano sendo violentada dentro de igreja... horror, finais dos tempos, mais do que isso, negligência no último grau da palavra. Leis fracas, punições frouxas, educação às traças, enfim um caos total e absoluto que todos vêem, ou ouvem falar, mas não enxergam de fato, pois as pessoas estão míopes, quase cegas pelo consumismo doentil, pelo individualismo exacerbado, pelo culto a auto-imagem, pela indiferença a tudo aquilo que não diz respeito a nossa entediada, pseudo-feliz e medíocre vida pessoal. Cada vez mais nos afastamos do coletivo, perdemos definitivamente a noção de o que é bom para o coletivo, é bom para mim. A inversão de valores é total e absoluta, valemos o que temos, e o que somos, depende diretamente do que temos ou podemos valer um dia.
Que não seja em vão! Palavra de ordem para todos os familiares de vítimas dessa lógica perversa que vivemos nos últimos tempos. Protestos, passeatas, palavras de indignação, enfim, nada disso parece comover mais ninguém. Estamos frios ou somos frios? Quem nos ensinou essa frieza louca? O pós-modernismo que plastificou tudo, até mesmo nossos corações e mentes? Tornando tudo descartável até mesmo a vida humana que passa a ter pouco valor ,pela incapacidade que temos cada vez mais de ter empatia pelo próximo. Já dizia Veríssimo:"A empatia é um sentimento supervalorizado. Não é bonito, é terrível. Atrapalha a vida, impede a felicidade, às vezes até a digestão. Melhor ser o par de garras do Eliot, escapulindo pelo chão de mares silenciosos - a imagem definitiva do que não está nem aí para nada."
Que não seja em vão! Foi o que pensou o Frei Luiz Flávio Cappio, quando iniciou uma greve de fome a favor da revitalização do rio São Francisco para tentar impedir a implantação do projeto de transposição do Rio Francisco. Uma decisão de extrema empatia para com o meio ambiente e as famílias que sobrevivem exclusivamente do Rio. Este ato mobilizou o país e fez mexer, como poucas vezes vimos, a nossa eficiente classe política. Não é minha intenção fazer apologia a este ato extremo, mas parece que somente uma pressão legítima como esta, a qual o Frei Luiz foi capaz de fazer, é que poderá mudar a pauta de votação -- normalmente destravada quando se trata de assuntos pessoais (aumento dos próprios salários) -- de leis eficientes e duras de combate a violência e promoção da paz neste país.Que não seja em vão! É o que desejo, caso haja algum manifesto como este realizado pelo Frei, de preferência em frente ao Congresso Nacional, às vistas de toda imprensa nacional e internacional e realizada por familiares destas vítimas, pois com certeza são os únicos que verdadeiramente sentiram na pele toda essa dor, sendo assim nada mais legítimo. Que não seja em vão! Nossa busca pela felicidade, garantida em lei, porém muitas vezes interrompida de forma precoce e bárbara por monstros produzidos pela omissão brasileira, pátria mãe gentil, que não trata seus filhos como se realmente os fossem.
Alex Campos - Sociólogo, MSc
Ps. Este artigo foi escrito um pouco depois dessa tragédia nacional. Logo após, várias outras continuam acontecendo...
"Brasil mostra a sua cara! Qual o teu negócio? O nome do teu sócio?". Cazuza continuará contemporâneo até quando?

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Unknown

Versos Meus

Ver a Cidade

A verdade de ver a cidade
Sem muita maldade
De falar a vontade
Das curiosidades
De um mundo que invade
A insanidade de eu e você


Tent-ativa

Universo, laboratório perfeito
De tentativas sem erros
E os homens se olham sem jeito
Será que fizemos direito?
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Unknown

Meus Microcontos - 1

Coisas de Brasília
A história era velha, mas o personagem central era novo. Coisas de Brasília que insiste em escrever a mesma novela às avessas: estrelando mocinho ladrão, povo na mão e mulher popozão. (Alex Campos)

Deserto da vida
O relógio não andava, o tempo descansava e a paisagem era vazia. Era assim que me sentia, sentado naquele trem em plena luz de meio dia. (Alex Campos)

Diálogo insólito
Em uma sala fria de um escritório havia dois personagens conversando horas a fio. Detalhe maior é que nenhuma palavra se ouvia, apenas gruídos. De repente tudo foi esclarecido. Um deles gritou:
- Deu pau! Droga! Você perdeu todo o dialogo que eu lhe escrevia. (Alex Campos)

Nada está perdido
Tudo parecia estar perdido pra ele naquele dia. Sua mulher lhe cobrava mais atenção e carinho, seu filho uma roupa de marca e estilo e sua filha aquele vestido bendito. No trabalho seu chefe pedia mais compromisso e os amigos diziam que andava sumido. Mas chegando em casa finalmente veio o alivio. O abano do seu cão chamado Rabito. (Alex Campos)


Caminhada
Tinha caminhado muito naquele dia, o suor do rosto caia as bicas, mas por mais cansado que me sentia de nada valia o esforço que fazia, pois nenhum grama eu perdia. Acordei cansado e suado. (Alex Campos)

Partida emocional
A partida seguia empatada e o tédio tomava conta daquele estádio. Segundos para acabar a peleja, o juiz, a figura mais neutra em campo, fez o que parecia improvável. Apitou um penault inexistente. Que tragédia e que alegria. O tédio não mais tomava conta daquele templo futebolístico. Advertido pelo bandeirinha a figura mais neutra em campo, o juiz, voltou atrás em sua decisão. Que alívio e que tragédia ao mesmo tempo. Placar final, emoções várias e juiz piiiiiiiiii! (Alex Campos)

Almoço de domingo
A cozinha estava movimentada naquele dia, era um entra e sai danado, uma falação daquelas e o cheirinho de comida caseira era convidativo. As crianças inquietas e risonhas estavam proibidas de chegarem perto daquele local sagrado. Ah! Que saudade dos almoços de domingo na casa da vovó. (Alex Campos)

Tocante
O telefone tocou naquela madrugada fria. A saudade estava do outro lado da linha, materializada numa voz meiga e chorosa. O perdão assim nascia no instante que a saudade se esvaia. (Alex Campos)

Mariinha
Chegava à hora da partilha de bens. Um acordo plausível entre as partes parecia impossível. O clima estava tenso entre o casal. Qual seria o destino de Mariinha.
- Ela é minha! – gritava a mulher.
- Minha! Adoro sua empadinha – resmungava o marido.
- Minha! Deixa as roupas limpinhas! – retruca a futura ex-esposa.
- Ok! Troco ela pela casa na Prainha – propôs o ex-marido.
- Fechado! – diz a ex-mulher toda serelepe.
Assim foi selado o destino da empregadinha. Pobre Mariinha que nem casa tinha. (Alex Campos)
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