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Chicana bacana la da cortenica


E os capítulos finais do julgamento do mensalão, que já se arrasta há anos, não poderia ser diferente de tudo o que foi. Os constantes embates entre o relator da ação e seu revisor, foram destaques em quase todas as sessões.

Na última agora Barbosa engrossou com o decano da Corte, Celso de Mello e insultou o Ministro Ricardo Levandowski.

Celso de Mello – Os argumentos são ponderáveis. Talvez pudéssemos encerrar essa sessão e retomar na quarta-feira. Poderíamos retomar a partir deste ponto específico para que o tribunal possa dar uma resposta que seja compatível com o entendimento de todos. A mim me parece que isso não retardaria o julgamento, ao contrário, permitiria um momento de reflexão por parte de todos nós. Essa é uma questão delicada.

Barbosa – Eu não acho nada ponderável. Acho que ministro Lewandowski está rediscutindo totalmente o ponto. Esta ponderação…

Lewandowski – É irrazoável? Eu não estou entendendo…

Barbosa – Vossa Excelência está querendo simplesmente reabrir uma discussão…

Lewandowski – Não, estou querendo fazer justiça!

Barbosa – Vossa Excelência compôs um voto e agora mudou de ideia.

Lewandowski – Para que servem os embargos?

Barbosa – Não servem para isso, ministro. Para arrependimento. Não servem!

Lewandowski – Então, é melhor não julgarmos mais nada. Se não podemos rever eventuais equívocos praticados, eu sinceramente…

Barbosa – Peça vista em mesa!

Celso de Mello – Eu ponderaria ao eminente presidente talvez conviesse encerrar trabalhos e vamos retomá-los na quarta-feira começando especificamente por esse ponto. Isso não vai retardar…

Barbosa – Já retardou. Poderíamos ter terminado esse tópico às 15 para cinco horas…

Lewandowski – Mas, presidente, estamos com pressa do quê? Nós queremos fazer Justiça.

Barbosa – Pra fazer nosso trabalho! E não chicana, ministro!

Lewandowski – Vossa Excelência está dizendo que eu estou fazendo chicana? Eu peço que Vossa Excelência se retrate imediatamente.

Barbosa – Eu não vou me retratar, ministro. Ora!

Lewandowski – Vossa Excelência tem obrigação! Como presidente da Casa, está acusando um ministro, que é um par de Vossa Excelência, de fazer chicana. Eu não admito isso!

Barbosa – Vossa Excelência votou num sentido, numa votação unânime…

Lewandowski – Eu estou trazendo um argumento apoiado em fatos, em doutrina. Eu não estou brincando. Vossa Excelência está dizendo que eu estou brincando? Eu não admito isso!

Barbosa – Faça a leitura que Vossa Excelência quiser.

Lewandowski – Vossa Excelência preside uma Casa de tradição multicentenária…

Barbosa – Que Vossa Excelência não respeita!

Lewandowski – Eu?

Barbosa – Quem não respeita é Vossa Excelência.

Lewandowski – Eu estou trazendo votos fundamentados…

Barbosa – Está encerrada a sessão!

Chicana ou não, o fato é que esta ação se arrasta e infelizmente a favor dos réus, que condenados, continuam impunes e engrossando o mal estar da população com a classe política. Vejamos as cenas das próximas "chicanas", alias justiças!!!

Alex Souza 



Entenda o que é chicana:



Substantivo feminino. 

1. Jurídico: dificuldade criada, no decorrer de um processo judicial, pela apresentação de um argumento com base em um detalhe ou ponto irrelevante; abuso dos recursos, sutilezas e formalidades da justiça; o próprio processo judicial (de forma pejorativa); contestação feita de má-fé; manobra capciosa, trapaça, tramóia.

2. Automobilismo: passagem em ziguezague através de uma série de obstáculos; dispositivo que dificulta a livre passagem dos carros ou motocicletas numa pista de corrida; cada um desses obstáculos ou dispositivos.

Etim.: do francês "chicane" (1582), passagem em ziguezague num entreincheiramento, dispositivo que impede a livre criculação de um fluído ou de um sólido, perseguir na justiça, levantar obstáculos para criar dificuldades num processo judicial.



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Unknown

A crise dos Poderes e uma Nova Constituição

A polêmica declaração do Ministro Joaquim Barbosa, em que o presidente do STF disse que os partidos políticos "são de mentirinha", reverberou mal entre os congressistas. Alguns esbravejaram pesadas farpas contra o ministro, em especial o Senador Collor de Mello, que avaliou tal declaração como forte afronta ao equilíbrio dos Poderes. E vislumbrou um cenário tenebroso capaz de levar o Brasil a movimentos ditatoriais/ autoritários e ao esfacelamento institucional... Será??? Veja:



O Senador Jarbas Vasconcelos, ex governador de Pernambuco, defendeu agora pouco na TV Senado, que a declaração do ministro deveria ser encarada pelo Congresso como uma autocrítica, uma voz corajosa, que disse o que a voz rouca das ruas e das redes sociais clamam. Para comprovar este fato, citou alguns artigos de importantes jornais brasileiros que repercutiram as declarações do ministro, considerando que a maioria era a favor das declarações. Leu ainda algumas cartas de leitores que reafirmavam o tom destes artigos.

“Nós temos partidos de mentirinha. Nós não nos identificamos com os partidos que nos representam no Congresso, a não ser em casos excepcionais. Eu diria que o grosso dos brasileiros não vê consistência ideológica e programática em nenhum dos partidos. E tampouco seus partidos e os seus líderes partidários têm interesse em ter consistência programática ou ideológica. Querem o poder pelo poder” (Ministro Joaquim Barbosa) 

Minha opinião sobre tudo isso, eu já tenho dado em alguns textos que publico aqui e em meu blog. A crise entre os poderes é grave, o desequilíbrio moral é nítido, o de poder nem se fala, nunca fomos parlamentaristas em nossa essência, se o Congresso fechasse amanhã, seria declarado feriado nacional!! As Redes Sociais iam "bombar" de declarações populistas de extrema direita (fascistas) ou de extrema esquerda (stalinistas ou chavistas). Essa é a grande e infeliz verdade. Encontrar o caminho do meio se faz urgente, equilibrar os poderes se faz mais urgente ainda. Para isso talvez fosse necessário uma nova constituinte, que fizesse de fato e de direito, profundas reformas do Estado Brasileiro, em destaque as reformas fiscais e políticas. Uma coisa é certa, 2014 promete ser O Ano do Brasil em todos os sentidos, perdendo ou não a Seleção Brasileira... Alex Souza
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