Continuar lendo
Se o Brasil arrecada mais de R$ 2 trilhões por ano em impostos, a pergunta inevitável é: para onde vai todo esse dinheiro?
Muitos bra
sileiros sentem que pagam muito e recebem pouco. Para entender essa percepção, é preciso analisar como o orçamento público federal é distribuído.
Quanto o governo arrecada e quanto gasta?
A arrecadação anual supera os R$ 2 trilhões. Porém, o gasto público também é elevado.
O orçamento federal ultrapassa R$ 5 trilhões quando se considera:
-
Despesas obrigatórias
-
Refinanciamento da dívida pública
-
Juros
-
Investimentos
-
Transferências constitucionais
Grande parte desse valor já tem destino definido por lei.
💰 1. Previdência Social: a maior fatia
A Previdência Social é o maior gasto do governo federal.
Ela costuma representar cerca de 40% do orçamento primário.
Isso acontece porque:
-
O Brasil envelhece rapidamente
-
Há mais aposentados e pensionistas
-
O sistema depende da contribuição dos trabalhadores ativos
Quando há déficit previdenciário, o Tesouro precisa cobrir a diferença.
📉 2. Juros da dívida pública
O pagamento de juros da dívida pública é outro grande compromisso fiscal.
Dependendo do ano e da taxa básica de juros (Selic), os juros podem consumir entre 5% e 10% do PIB.
Quando o governo gasta mais do que arrecada, ele precisa emitir títulos públicos. Esses títulos geram juros, que precisam ser pagos todos os anos.
Isso reduz o espaço para investimentos produtivos.
🏛 3. Folha de pagamento do setor público
Salários de servidores ativos e inativos representam uma parcela relevante das despesas obrigatórias.
Esse custo inclui:
-
Funcionários do Executivo
-
Legislativo
-
Judiciário
-
Militares
A folha é um gasto fixo e recorrente.
🏥 4. Saúde e Educação
A Constituição determina percentuais mínimos de investimento nessas áreas.
A União deve aplicar:
-
Pelo menos 15% da receita corrente líquida em Saúde
-
Percentuais mínimos também são obrigatórios para Educação
Apesar dos valores expressivos, a eficiência da aplicação dos recursos é constantemente debatida.
🏗 5. Investimentos em infraestrutura
Depois de pagar despesas obrigatórias, sobra pouco para investimentos.
Em muitos anos, os investimentos federais representam menos de 5% do orçamento total.
Isso impacta:
-
Estradas
-
Portos
-
Ferrovias
-
Obras públicas
-
Expansão econômica
📌 Por que o orçamento é chamado de “engessado”?
Porque grande parte das despesas é obrigatória por lei ou por determinação constitucional.
Isso significa que o governo tem pouca flexibilidade para cortar gastos rapidamente sem alterar leis ou fazer reformas estruturais.
Sem responsabilidade fiscal, o resultado pode ser:
-
Déficit público
-
Aumento da dívida
-
Pressão sobre juros
-
Crescimento mais lento
🇧🇷 O problema é arrecadação ou gestão?
O Brasil arrecada muito. O debate central está na eficiência do gasto, na qualidade da gestão e nas prioridades definidas.
Arrecadar não é suficiente.
É preciso gastar melhor.
🇧🇷 Posicionamento do OpinaMundos
O Brasil é uma nação rica, produtiva e cheia de potencial. O que falta não é arrecadação, mas responsabilidade na gestão, eficiência no uso dos recursos e compromisso com quem trabalha e sustenta este país.
Defendo um Estado necessário — forte onde precisa ser, eficiente onde deve atuar, mas que jamais atrapalhe quem deseja crescer, empreender e trabalhar. O Estado deve servir à sociedade, não sufocá-la.
Em 2026, meu voto será por um projeto que valorize responsabilidade fiscal, liberdade econômica e respeito ao dinheiro do contribuinte. Porque amar o Brasil também é exigir equilíbrio, ordem e progresso.
🇧🇷 O debate continua aqui no OpinaMundos.



