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Caso Isabella: O bem há de vencer o mal


Quando pensávamos que o caso João Hélio, seria o fim da violência contra criança e o início da mudança no código penal brasileiro, mais uma monstruosidade iria abalar o país. Desta vez a vítima e seus algozes não eram de classes sociais oposta, não eram estranhos e, portanto indiferentes. Muito pior, a maldade e a perversidade dormiam juntas com uma vida inocente. Como entender a felicidade, um amor, uma vida ser literalmente jogada pela janela?

Mais um crime, uma barbaridade de classe média, onde teoricamente as pessoas são educadas, sensatas, saudáveis, harmônicas, enfim acima de qualquer suspeita. Será? Tão cruéis como os crimes de periferia, os crimes de classe média possuem um agravante incomensurável, pois não possuem causa aparente somente loucura ou vazio n'alma. Que carência habitava aquele suposto lar? Nada material certamente, porém talvez graves desvios de caráter, começando pela super proteção dos pais de Alexandre e Carolina Jatobá, que parecem se importar mais com suas possíveis condenações do que com a morte da própria neta/enteada. Uma frieza que gela qualquer espinha sã.

A mesma super proteção sem limites, vista em inúmeros crimes de classe média, aonde quase sempre vimos jovens com cara de santo ou frios mesmo, com "papaizinho" do lado, envolvidos em crimes brutais contra índios, empregada doméstica, garota de programa, homossexuais, mendigos, animais, velhos e crianças. Enfim vidas frágeis e indefesas. Quantos traumas potencializados por um vazio incomum que capacita pessoas aparentemente normais a cometerem atos insanos sem temer as conseqüências. Certeza da impunidade? Dificuldade em administrar conflitos? Dificuldade de ouvir o não? Medo do real? Falta de autocontrole?

Sim, tudo isso e muito mais, pois veremos ao final desse pesadelo que a motivação de toda essa tragédia é o nada, o destemperamento, a banalidade, o ciúme do irreal e o descontrole passional. Parafraseando Arnaldo Jabor em um de seus artigos sobre o caso, ele diz que a tragédia não é só das vítimas, mas nós também sofremos para entender o mal incompreensível. Cresce aos poucos uma pele de rinoceronte em nossa alma; com o coração mais duro, ficamos mais cínicos, mais passivos diante da crueldade. Como escreveu Oswaldo Giacoia Jr: "O insuportável não é só a dor, mas a falta de sentido da dor, mais ainda, a dor da falta de sentido".

Assim ele continua sua argumentação:

"Como entender que um pai e uma madrasta possam ter ferido, estrangulado e atirado uma menininha de 5 anos pela janela? Como entender a cara sólida e cínica que eles ostentam para fingir inocência? Como não demonstram sentimento de culpa algum? Ninguém berra? Ninguém chora?

Como podem querer viver depois disso? Como essa família toda - pais, mães, irmãos - se une na ocultação de um crime? Como o avô pôde dizer com a maior cara-de-pau que, "se meu filho fosse culpado, eu o denunciaria"? Que quer esta gente? Preservar o bom nome da família? Mas, são parentes ou cúmplices?

Como podem os advogados de defesa posar de gravata, terninho e cara limpa, falando de uma "terceira pessoa"? Sei que eles responderiam: "todos tem direito de defesa...", mas como é que eles têm estômago?

A polícia deu um show de bola pericial no caso Isabella, mas dá para sentir que nossa estrutura penal está muito defasada, com este espantoso crescimento da barbárie. Como se pode tolerar que um sujeito que foi condenado na semana passada somente a 13 anos por ter esquartejado a namorada, alegando "legítima defesa", possa ficar em liberdade "até esgotar todos os recursos que a lei prevê" - como disse o STJ?

Como entender que aquele jornalista Pimenta Neves, que premeditou o assassinato da namorada com dois tiros pelas costas e na cabeça, condenado já há seis anos, esteja em liberdade ainda, na boa? E aquele garoto que matou pai e mãe nos Jardins de São Paulo e a família rica conseguiu esconder tudo?

As leis de execução penal têm de ser aceleradas, as punições têm de ser mais temíveis, mais violentas, mais rápidas. Há um crescimento da crueldade acima de qualquer codificação jurídica. Essa lentidão, esse arcaísmo da Justiça é visível não só nos chamados "crimes de classe média", como também na barbárie que galopa nas periferias.

O Elias Maluco - lembram, aquele que matou o Tim Lopes com golpes de espada? - estava em "liberdade condicional", pois a lei concede isso ao "cidadão". Que cidadão? O conceito de cidadania tem de ser revisto.

Cidadania é merecimento. Surgiu na miséria do país uma raça de subumanos, sub-bichos que todos os dias degolam, esquartejam, botam no "microondas", e são "cidadãos" - "tão ligados?" Qual será o nome dessa coisa informe que a miséria está gerando?

E´ uma mistura de lixo e sangue, uma nova língua de grunhidos, mais além da maldade, uma pura explosão de vingança. Não se trata mais de uma perversão do "humano", mas de uma perversão do "animal" em nós. "Ah... a lei é igual para todos...", dizem os juristas de terno brilhante e bochechas contentes. Sim, tudo bem. Mas há novas formas de crime que têm de ser estudadas e antigos direitos e penas têm de ser revistos.

Os pensadores da Justiça continuam a tratar os crimes como "desvios da norma", praticado por cidadãos iguais. Tem de acabar o tempo dos casuísmos, das leniências, das chicanas. Vivemos trancados num racionalismo impotente diante desse bucho indomável da miséria, do "alien" que se forma como um monstro boçal nas ruas e periferias. Com o congestionamento de fatos tragicamente insolúveis, no beco sem saída da sociedade, vejo se formar um desejo crescente pelo horror, pela crueldade, quase que uma fome de catástrofe.

Não falo dos analfabetos desvalidos e loucos, mas os assassinos de classe média já têm o prazer perverso de fazer o inominável. E esse casal de pedra, esses monstros? Será que vão se defender em liberdade, esgotando "todos os recursos da lei", como o esquartejador com "justa causa" ou o assassino daquela menina morta pelas costas, livre e solto? Serão condenados a dez aninhos com atenuantes e macetes?

Que acontecerá com eles, depois de estrangularem e jogarem a filha pela janela? A lei tem de ser mais temida, mas rápida, mais cruel. Esse vazio da Justiça explica o sucesso de filmes como "Tropa de Elite" e até fantasias de linchamento em todos nós. Vejam as portas da cadeia onde estavam os dois assassinos.

E, por fim, por que tantos crimes contra as crianças? O caso do João Hélio, crianças decapitadas na Febem, criança jogada em lagoa em Minas Gerais, crianças no lixão, aquela psicopata em Goiás, que contratava meninas pobres para torturar, e mais: pedofilia, espancamentos, tudo... As crianças são fontes inconscientes de terror, de Herodes a Édipo e Moisés.

O rei Agamenon matou sua filha Ifigênia para ter tempo bom em uma guerra. Que dizem os antropólogos dos rituais de matança de inocentes, como foi em nossa terra, Pedra Bonita, que ficou vermelha do sangue?

Em sociedades primitivas, o sacrifício de animais e o sangue de inocentes servem para afastar doença, prever o futuro, saciando o ódio dos deuses. Será que matam nessas crianças de hoje o horror a um futuro que não há mais?

Lamentamos uma harmonia ainda insistente e almejamos que ela seja alcançada. É tão inútil usar as palavras racionalmente, diante da brutalidade deste "outro país" do crime e da miséria, que caio em desânimo: que adianta ficar os últimos 17 anos escrevendo em nome da "razão"? E perguntamos, horrorizados: "Por que eles fizeram aquilo?" Resposta: "Por nada..." (JABOR, ARNALDO - Caso Isabella: a dor da falta de sentido - Colunista - opinião@otempo.com.br - 21/04/2008)

Para terminar um detalhe me chamou bastante atenção pela ironia nada feliz dos fatos. O pai no dia do crime vestia uma camisa com um símbolo peculiar nas costas. Um símbolo muito utilizado pela Nova Era (New Age), embora seja milenar O símbolo era do yin yang, que segundo a filosofia chinesa, além de outros significados é a representação do bem e do mal, sendo o princípio da dualidade, onde o bem não vive sem o mal e vice e versa. Infelizmente o que menos existiu naquela fatídica noite foi o equilíbrio entre o yin e o yang, tudo foi escuridão, maldade e frieza (yin) por parte daqueles que deveriam ser luz, acolhimento e bondade (yang). Tudo aquilo que representava a doce, pura, feliz, amável e bela menininha Isabella, um anjo que o Brasil aprendeu a amar em meio a dor, sofrimento e perplexidade.

Por fim um recado aos pais, madrastas ou padrastos, nossos filhos são os bens mais preciosos que se quer podemos avaliar. Portanto sejamos luz, acolhimento, ensinamento e bondade para com os nossos filhos, pois certamente eles nos retribuirão com um gesto singelo que comove qualquer coração verdadeiramente humano, um lindo e sincero sorriso de gratidão, como o da estrelinha Isabella.

Deus conforte o coração de todos,
principalmente o de sua mãe Carolina Oliveira.

Alex Campos de Souza, Sociólogo.

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"Se gritar pega, ladrão"... Viva os Índios Goytacazes!


Gravações entregam mais esquemas de corrupção (Fonte: O Diário NF)


O Diário reproduz hoje, com exclusividade, mais uma conversa gravada pela Polícia Federal, com autorização da Justiça Federal, que mostra os bastidores da corrupção na Prefeitura de Campos. Dessa vez, o vereador Dante Lucas (PDT) conversa com o ex-procurador do município, Alex Campos sobre a Secretaria de Educação, que o vereador acha que pode prejudicar o prefeito afastado Alexandre Mocaiber (PSB). Alex Campos - que continua preso na Operação Telhado de Vidro -, chega a dizer que o prefeito é um “ banana” e que não vai tomar providência nenhuma. Dante Lucas diz ainda que duas pessoas da Secretaria Municipal de Educação têm documentos contra Quintanilha.A conversa aconteceu no dia seis de fevereiro, às 20 horas. Reprodução de conversas por telefone
Dante: Eu preciso conversar com você sobre um pepino que tá acontecendo aí. Tão tentando sacanear uma pessoa aí, entendeu? E isso vai dar problema pra nós. Eu preciso conversar com você pra você poder entrar nesse circuito aí pra dar um conselho a esse pessoal da educação aí. Porque senão eles vão entornar o caldo em Alexandre aí.

Alex: Esse povo da educação é muito vagabundo, viu?
Dante: Não, eu sei que são. Só que eles estão complicando a vida de Alexandre. E isso eles não têm o direito de fazer. Eles se complicar é uma coisa, entendeu? A outra é eles complicarem a vida de Alexandre. (...)

Alex: O negócio deles você sabe o que é. Entendeu? Eu não vou...
Dante: É. Então eu vou só falar por código que você já entender, entendeu? Teve uma coisa de lá que tentaram empurrar pra uma pessoa, e dizendo que foi o prefeito.
Alex: Hum.

Dante: E, aí esse...essa pessoa ligada a mim perguntou ao prefeito. O prefeito falou assim: “Não, é mentira. Não tem nada disso. É mentira” “Então posso disputar?” “Pode”. O cara foi lá e ganhou. Agora tão travando tudo do cara lá dentro pra forçar a barra pro cara entregar pro outro.
Alex: Hum. Então, olha só.

Dante: Tá?
Alex: Isso aí a gente vê acontecendo...em 11 em cada 10 casos é... Não é m...não é falsidade não. Entendeu assim, em 11 em cada 10. Não é 10 em cada 10 não. Em 11 em cada dez eles vão lá e falam: “O prefeito mandou você fazer desse e desse e desse. Coisas que o prefeito nem sabe o que que é, entendeu?
Dante: Não, eu tenho certeza disso porque já foi conversado com o prefeito. Só que...
Alex: Só que o prefeito é um ba...olha só, só que o prefeito é um banana. Entendeu?
Dante: Eu sei.
Alex: Não toma providência nenhuma.
Dante: Então mas o que... Por isso que eu quero conversar com você mas eu vou conversar com ele também. Eu queria conversar com ele e com você junto. Porque ele vai ter problema. Por que que vai ter problema? Eu fui lá na secretária, junto com a pessoa, conversei com ela. Ela falou que: “não pode tá tudo certinho. Pode deixar...é que eu não sabia que tava aqui, já tô liberando.” Aí depois uma pessoa lá de dentro falou: “Doutor...” me chamou lá dentro, me deu um estouro e que é pra ficar engavetado mesmo. Pessoa ligou e falou. Então, sabe o que aconteceu, o cara já chamou aquele amigo nosso lá. E já conversou, e já documentou até o negócio do Quinta lá. E já passou pra mão do homem. Que ele tá puto com o cara. Só que ele só falou que só vai fazer alguma coisa depois de conversar com o prefeito. Porque ele não quer prejudicar o prefeito. Certo?
Alex: Aí o negócio é o seguinte o prefeito, aqui, não é por nada não o prefeito é um banana, não vai tomar atitude nenhuma...
Dante: É mas só que eu vou avisar ele...
Alex: Aqui...olha só o Dante... (...)
Alex: Nisso aí, não é que eu não quero, eu não tenho como ajudar (...)

Dante: Não eu sei. Mas eu quero, você sabe o que acontece?
Alex: Eu vou...eu vou fazer o que você pedir pra eu fazer. Pode ficar tranquilo que eu vou fazer. Eu já entendi tudo...
Dante: Porque...você tá entendendo? O que que vai acontecer?
Alex: Na segunda-feira, na segunda-feira é só me falar assim : Alex eu quero que você faça isso, isso e isso. E eu vou fazer. O que você falar...
Dante: Porque o que vai acontecer é o seguinte rapaz. Se eles forçarem essa barra aí. O cara já entregou as coisas pro homem. O homem vai complicar. Tem dois juízes ligados nisso, amigo dele. Já estiveram lá na casa dele pra conversar com ele. Os caras estão com uma sede desgraçada daquele camarada que eu falei aqui. (...) Só que Alexandre vai junto pô.
Alex: É, olha só. Tomara é que a estrela desse povo brilhe, entendeu. Eles tenham consciência de fazer a coisa que precisa ser feita do jeito certo, entendeu. Sem sacanagem. Tomara. Sabe? Eu não acredito. Mas né, tudo é possível. Então é o seguinte na segunda você vai me falar: “Quero que faça isso, isso, isso. Eu vou fazer, entendeu? Mas já estou te deixando assim confortável o suficiente pra que saiba que não vai acontecer. Se acontecer...
Dante: (...) Eu quero falar pra ele e quero falar com você junto. Aí o que vai acontecer ele não vai tomar providência. Eu vou dizer a ele: “Aqui oh, você tem 72 horas pra tomar providência, você tem 48 horas pra tomar providência. “ Aí ele não vai tomar providência. Eu sei que ele não vai tomar providência, certo?
Alex: Mas pelo menos você já livrou sua cara.
Dante: Eu já avisei. Eu tirei o meu da reta. Aí a (...) vai entrar, vai ter (...) pesada, porque os dois tão com sede. Não é nele, mas ele vai entrar, vai entrar pesado. Entendeu, os caras estão com muita coisa pra arrebentar, inclusive você sabe. Pô eu tô segurando, eu tô pedindo os caras, tô segurando, tô conversando com eles já, várias vezes tenho conversado com os caras. Porra.
Alex: Essa moça aí tem uma tendência auto destrutiva, entendeu. Uma ganância sem limite. O negócio que tá...
Dante: Eu sei, mas ela vai pro inferno lá pô, mas me aporrinhar, aporrinhar a gente. E (...) nas coisas direitas. O cara disputou rapaz. Aí tá lá as porcarias fechadas lá. A mulher não quer abrir, tá mais de um mês, não quer abrir. Porque, entendeu, quer que o cara saia. E ele não vai sair. Vai sim, se o prefeito falar com que não, eu dei e vou sair. Só que o prefeito disse que não tem nada com isso. Que não fez nada. Não existe nada disso. Não, eu vou dar o recado. Eu primeiro eu vou dar o recado pro prefeito. E vou dar o recado a ela depois. Eu vou dar o recado a ela. E a partir daí vou tirar o meu da reta.(...) Oh, tô fora porque o bicho vai pegar vai pegar. Agora vai pegar pra você. Vai pegar pesado porque aí é negócio pesado. Vou dizer e é bom você como advogado dele, como procurador, você vai d...esclarecer claramente pra ele: “Aqui, vai dar problema pra você. Pesado.”
Alex: Quantas vezes você acha que eu já falei. Dante: E se precisar eu boto os caras pra falar com ele o que vai acontecer. Porque...parece que os caras pô. Eu nunca vi disso rapaz. Você brincar com o rabo dos outros rapaz.
Alex: Oh Dante, aí é que tá. O cara gosta disso. Eu já disse isso pra ele. (...) Pessoa que tá lá todo dia, o único objetivo da pessoa lá é se dar bem, entendeu. Não faz nada pró, pra ajudar. Aí eu disse um negócio assim: “Porque você não pega sua mulher e põe num negócio grande. Ela é professora, entendeu, tem tudo a ver com a área. Ela é professora. Porque, assim, era aquela hora “eu tô mexendo”, “eu vou te colocar aqui na gerência.” Entendeu? “Vou te tomar a caneta na moral, certo? Vou colocar minha mulher aqui, não vou colocar outro, porque minha mulher é...da área.” (...)

Opinamundos

"Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão...". Parece que essa música vai tocar e muito na baixada Goitacá. Em quase uma década estudando e vivendo nesta cidade maravilhosa, sem ironias, pois tenho um filho amado lá, graças a Deus e minha avó paterna também era campista, nunca vi nada igual e tão sujo na política local das cidades em que vivi.

Enfim tirando o povo campista de bem, a classe dominante dessa cidade não merece o Poder que tem, pois é um rio de dinheiro que poderia transformar Campos numa Campinas fluminense. A implantação da UENF e demais campus universitários particulares, mudaram a cara da cidade e sua puljância seria garantida com os famosos Royalties do Petróleo.

Porém com a mesma força que a cidade se modificava com a vida universitária, o mesmo se arrastava na melhoria das condições de vida de sua população e dessa forma vi o sistema viário de Campos falir por falta de investimentos; Vivi um grave problema de abastecimento de água, fruto de um desastre ambiental anunciado por falta de um planejamento regional responsável; Vi o crescimento de favelas as margens da BR 101, onde crianças brincam, ainda hoje, no asfalto como se este fosse o quintal de suas “casas”; Vi a cobrança da famigerada “Consulta Social” em pleno SUS, jeitinho campista de ganhar um extra em cima do pobre contribuinte que tem pelo SUS total cobertura, pelo menos essa é a intenção; Vi obras faraônicas com preços mais faraônicos ainda e resultados pífios em termos de qualidade; Empreendimentos de luxo implantando em Campos, ilhas isoladas de prosperidade, muitas vezes vizinhos de muro de favelas abandonadas pelos serviços públicos básicos; Até ponte eu vi cair em Campos...

Vi desigualdades, descaso, inoperância, negligência e muita maldade, sim terror é a palavra que mais se encaixa, pois como entender tanto dinheiro público alimentando tanta corrupção a olhos vistos em detrimento a tanto descaso exposto em carne viva para todo mundo ver. Conivência com os donos do Poder Campista? Quero acreditar que, NÃO! Talvez seja mesmo a falta de opção e o estado de dormência e alienação, fruto de uma herança cultural de subserviência que domina a planície Goitacá desde muito antes à Lei Áurea, que parece não estar promulgada totalmente em Campos.

Viva os Índios Goytacazes, que apesar de massacrados foram os únicos que verdadeiramente não dobraram os joelhos perante o Poder corrupto constituído.

Alex de Souza, Sociólogo.

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Não basta ser rico. É preciso saber ser feliz!

Britânico que ganhou na loteria volta a trabalhar por "saudade"
(Fonte: Terra)

Luke Pittard, um britânico que ganhou 1,3 milhão de libras (US$ 2,6 milhões) na Loteria Nacional do Reino Unido, voltou a trabalhar em um McDonald's porque sentia saudades de seus colegas.

Pittard, 25 anos, trabalhava como garçom com sua namorada Emma Cox, 29, em um restaurante da famosa cadeia de fast-food em Cardiff (Gales) em julho de 2006, quando a fortuna bateu a sua porta com o prêmio. O casal de novos milionários pendurou então seus uniformes do McDonald's e se aposentou para desfrutar a vida com sua filha Chloe, 3 anos. Luke e Emma compraram uma casa por 230.000 libras (US$ 460 mil), fizeram um casamento em grande estilo e passaram férias luxuosas nas Ilhas Canárias (Espanha). No entanto, a novidade de vida de milionário desapareceu vinte e um meses depois, e Luke decidiu voltar ao McDonald's porque sentiu saudade de seus companheiros, informou hoje a cadeia pública BBC.

O peculiar "filho pródigo", que cobra 5,85 libras por hora (US$ 11,7) no restaurante, encontrou no estabelecimento tantos "rostos conhecidos" que foi como ver "um grupo de velhos amigos". Luke comentou que seus colegas acham que ele está "um pouco louco", embora ele pense que ainda é muito jovem e que "um pouco de trabalho duro não faria mal a ninguém". Emma apóia sem restrição seu marido: "Entendo perfeitamente". Ambos desfrutamos trabalhando no McDonald's e ainda temos bons amigos ali", comentou a mulher.

Além disso, a chefe do milionário, Katherine Jones, está encantada com seu retorno: "Me alegra que tenha tido tempo de desfrutar o prêmio, mas me encanta tê-lo aqui. É como se nunca tivesse ido". Emma também concluiu em adiar sua lua-de-mel até o fim da temporada do time de futebol no qual seu marido joga de goleiro em seus momentos livres. "Devo ser o homem mais sortudo do mundo. Não só ganhei uma fortuna, mas minha esposa entende a importância do futebol e agora recuperei meu antigo trabalho."

Opinamundos:

Extravagância? Excentricidade? Hipocrisia? Ou mera busca da felicidade?

Dinheiro sempre é bem vindo em qualquer situação, principalmente vivendo numa sociedade de valores invertidos, onde o ter embriaga e ofusca o ser. O caso acima demonstra que a felicidade e o bem estar vai além da fortuna que se tem na mão. Ter saúde, família, trabalho, enfim um sonho é ter uma boa qualidade de vida, porém ser feliz vai além do aumento de acessos e potencialidades que o dinheiro pode trazer.

Está no olhar e na percepção que temos da vida, considerando que a alegria pode estar no simples, no banal e até mesmo no inacreditável de besta: na comida caseira; no passeio com seu cão; no convívio com os amigos do trabalho; em ir ao cinema; em ler um livro; em jogar uma pelada de fim de semana; em estar sempre enamorado, pela mesma mulher, por que não?; em brincar com seu filho; ou mesmo em ouvir uma música que todos acham brega; em assistir o programa do Silvio Santos no domingo, ou coisa parecida; em ficar em casa atoa; em ficar horas a fio na net, procurando alguma diversão ou vídeo maluco; e porque não, ter 1,3 milhão de libras na conta e fazer questão de sentir-se útil e feliz trabalhando no McDonald's por 5,85 libras a hora.

O importante é ser feliz com ou sem dinheiro, mas confesso que dinheiro não traz felicidade, manda buscar e melhor, com a embalagem que mais agrada o seu olhar. Por isso cuide do seu olhar, pois a fortuna pode bater a sua porta e não lhe trazer a tão sonhada e almejada felicidade que um dia sonhastes muitas vezes passando por cima de sentimentos alheios. Portanto rico ou pobre seja você mesmo em sua melhor essência. Pensemos nisto!

Alex de Souza
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A Burguesia fede em Campos dos Goytacazes!!!!

Enfim, a farsa começa a ser desmontada. A devassa que a sociedade campista aguardava na Prefeitura de Campos aconteceu ontem desde as primeiras horas da manhã, com a prisão de oito pessoas, pela Polícia Federal (PF), entre empreiteiros, secretários e assessores do prefeito Alexandre Mocaiber (PSB), que acabou sendo afastado do cargo por denúncias de fraudes em licitações de obras e contratação de pessoal. Com o afastamento de Mocaiber, o vice-prefeito Roberto Henriques assume hoje mesmo a prefeitura e permanecerá no cargo enquanto durarem as investigações. A PF agiu em cumprimento de determinação do Ministério Público Federal (MPF). As fraudes, de desvios de verbas do Ministério da Saúde, totalizam cerca de R$ 240 milhões. Por conta da máfia que agia na prefeitura, chegou a ser instalada na Câmara Municipal a CPI da Saúde, à época da gestão do prefeito e hoje deputado federal Arnaldo Vianna. Na ocasião, Mocaiber era um dos secretários de saúde. De acordo com o MPF, empresários ligados à atual administração pública do município utilizavam “laranjas” para disputar licitações viciadas e assim firmarem contratos milionários com a prefeitura. Todos foram indiciados por crime contra a ordem tributária, superfaturamento, fraude em licitações e formação de quadrilha. Seus bens foram todos bloqueados pela Justiça. Entre os presos e afastados dos cargos, o procurador geral Alex Pereira Campos, o secretário de Obras, José Luis Puglia, o ex-secretário de Desenvolvimento, Edílson Quintanilha, o assessor especial do prefeito e coordenador de Bolsas de Estudo da prefeitura, Francisco de Assis Rodrigues, o empresário Antônio Geraldo Fonseca Seves (produção e contratação de shows para a prefeitura) e a presidente da Comissão de Licitações, Marta Antônio. Outras pessoas também presas são: Marco Antônio França Faria, presidente da Fundação José Pelúcio, Dilcinéia Freitas (Neinha Freitas, que faz um programa na Rádio Continental), os empresários Ricardo Luiz Paranhos Pimentel (que seria o cabeça do esquema de contratações, controlador da Cruz Vermelha Brasileira e da Fundação José Pelúcio), Fábio Lucas Fonseca Seves, Stephan Jakimow, Mariana Aratanha Pimentel e José Renato Muniz Guimarães (também presidente da filial Cruz Vermelha, em Nova Iguaçu). A PF cumpriu mandado de busca e apreensão contra o ex-deputado Claudecis Francisco, o empresário Fernando Mário Petronilho Caldas, e o tenente-coronel Eduardo Ribeiro Neto, subsecretário de Defesa Civil, que acabou sendo preso, mas por porte ilegal de arma. A explicação para o mandado de busca na casa de Claudecis seria a escuta telefônica efetuada pelos policiais, onde teria sido identificada conversa sobre um acordo financeiro entre o ex-deputado e assessores do prefeito. Claudecis assumiu há alguns dias a gerência de Desenvolvimento da prefeitura. Outras pessoas tiveram prisão decretada, mas não foram encontradas e são dadas como foragidas da Justiça. São elas, Luciana Portinho, presidente da Fundação Cultural Jornalista Osvaldo Lima e a empresária Kelly Cristini Domalkosk. A Polícia Federal cumpriu também mandados de busca e apreensão, num apartamento de Mocaiber em Ipanema (zona sul do Rio), e na casa de Alex Pereira Campos, em Belo Horizonte.
Denunciados surpreendidos na madrugada
A operação começou nas primeiras horas da manhã, quando agentes da PF cercaram a casa do prefeito e a prefeitura, onde vasculharam várias secretarias para o cumprimento de mandados de busca e apreensão de computadores e documentos. Também foi feita uma mesma operação na casa da secretária Ana Regina Fernandes. A Polícia Federal esteve também na casa do secretário de Fazenda, Carlos Edmundo Oliveira para busca e apreensão de documentos, mas ele não foi encontrado. Edmundo estaria no exterior. Os envolvidos deverão responder por crimes contra a ordem tributária e formação de quadrilha. A Cruz Vermelha é responsável pelo programa Saúde da Família (que envolve recursos do governo federal), enquanto a José Pelúcio gerencia os recursos para o pagamento de cerca de 20 mil contratações de pessoas. Os presos foram levados algemados num avião da Polícia Federal direto para a Superintendência Regional da Polícia Federal, na Zona Portuária do Rio.
Opinamundo:
Já de longa data observamos a lama tomar conta da política campista. A casa caiu e vai cair ainda mais, pois é apenas a ponta do aceberg. O enriquecimento ilícito naquela baixada estava ficando incontrolável, desde do início do repasse dos Royalties do petróleo aos cofres públicos e consequentemente aos bolsos privados. O desfile de carros importados de último tipo estava transformando Campos numa verdadeira Beverly Hills, sem falar é claro das mansões e empreendimentos faraônicos que tomam conta da planice goytacá.
Pois bem estão colhendo o que plantaram! Cadeia neles!
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Como entender o amor?

Ah o amor ... que nasce não sei onde, vem não sei como e dói não sei porque...
Carlos Drumond de Andrade

Por Alex Campos

Será que amamos verdadeiramente o outro ou apenas somos dependentes desse sentimento e esperamos como "filhotinhos", que de acordo com a nossa vontade o outro venha alimentar essa nossa fome de "amor". É certo que amamos aquilo que idealizamos no outro, sempre estamos mais ligados em nosso bem-estar do que no bem-estar do outro, mesmo quando pensamos que estamos fazendo toda a vontade do(a) parceiro(a). Somos agradáveis e amorosos porque queremos receber de volta e se possível em dobro aquilo que oferecemos ao outro. Contrariado nós reagimos sempre defendendo nosso bem-estar e para isso usamos de todas as armas de persuasão. Assim seguimos de forma humana e egoísta em busca de um sentimento que tem como natureza primordial o altruísmo. Esta primeira imprensão é rasa pois o tema é muito mais complexo do que parece, vejamos por outros pontos de vista:

O que diz a ciência?
Cientificamente falando amor pode ser confundido como obsessão à medida em que alguém pensa recorrentemente na mesma pessoa, a condição psicológica do apaixonado pode ser comparada "a um estado obsessivo-compulsivo", sustentou.
Por isso, Montemayor ressalta que "só se pode estar apaixonado por uma pessoa ao mesmo tempo", caso contrário do apego ou do desejo sexual. No início, o amor origina uma obsessão de tais dimensões "que as pessoas deixam de ser produtivas (...); de fato, as grandes obras de arte nunca foram criadas quando os autores estavam apaixonados, mas depois, no processo do desamor". A especialista afirmou que as pessoas entram e saem desse estado de paixão porque o cérebro não poderia resistir a tanto desgaste se fosse mantido assim constantemente. "O espantoso é que o encéfalo se acostuma com as substâncias liberadas, pelo que, em seu caso, está à espera de que outra pessoa inicie este processo", ressaltou. "Embora isso não tenha sustento moral, acontece com todos os seres humanos", apontou. No entanto, advertiu de que o amor romântico "é tão forte como o impulso de ingerir alimentos ou ter sede, pode ser controlado nas primeiras fases, mas, uma vez ativado, é impossível detê-lo imediatamente, embora seja temporário".
Por outro lado, se desapaixonar por uma pessoa, segundo a pesquisadora mexicana, acontece porque o cérebro aumenta os níveis de oxitocina, o chamado hormônio do apego, "incompatível com a paixão romântica, que se transforma no carinho familiar", disse. Para a especialista, "o amor tem um preço. Perde-se a liberdade e também torna-se dependente de outra pessoa e, por isso, deve-se lembrar que o desamor liberta".

O que diz a filosofia? Eros representa a parte consciente do amor que uma pessoa sente por outra. É o amor que se liga de forma mais clara à atração física, e freqüentemente compele as pessoas a manterem um relacionamento amoroso continuado. Nesse sentido também é sinônimo de relação sexual. Ao contrário vem a Psique, que representa o sentimento mais espiritual e profundo.
Pragma (do grego, "prática", "negócio") seria uma forma de amor que prioriza o lado prático das coisas. O indivíduo avalia todas as possíveis implicações antes de embarcar num romance. Se o namoro aparente tiver futuro, ele investe. Se não, desiste. Cultiva uma lista de pré-requisitos para o parceiro ou a parceira ideal e pondera muito antes de se comprometer. Procura um bom pai ou uma boa mãe para os filhos e leva em conta o conforto material. Está sempre cheio de perguntas. O que será que a minha família vai achar? Se eu me casar, como estarei daqui a cinco anos? Como minha vida vai mudar se eu me casar? Amor interessado em fazer bem a si mesmo, Amor que espera algo em troca.
Ágape (Em grego, significa altruísmo, generosidade.) A dedicação ao outro vem sempre antes do próprio interesse. Quem pratica esse estilo de amor entrega-se totalmente à relação e não se importa em abrir mão de certas vontades para a satisfação do ser amado. Investe constantemente no relacionamento, mesmo sem ser correspondido. Sente-se bem quando o outro demonstra alegria. No limite, é capaz até mesmo de renunciar ao parceiro se acreditar que ele pode ser mais feliz com outra pessoa. É visto por muitos, como uma forma incondicional de amar.
O que diz a poesia?
Para terminar minha breve análise, escolhi dois textos que resumem o que razoavelmente entendemos sobre o amor. O primeiro é uma excelente crônica de Arnaldo Jabor e o outro é a letra da música do também poeta Renato Russo.

Crônica do amor - Arnaldo Jabor Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Você ama aquela petulante.
Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor? Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

Monte Castelo
Legião Urbana
Composição: Renato Russo (recortes do Apóstolo Paulo e de Camões).


Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua do anjos
Sem amor, eu nada seria...
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja
Ou se envaidece...

O amor é o fogo
Que arde sem se ver
É ferida que dói
E não se sente
É um contentamento
Descontente
É dor que desatina sem doer...

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...

É um não querer
Mais que bem querer
É solitário andar
Por entre a gente
É um não contentar-se
De contente
É cuidar que se ganha
Em se perder...

É um estar-se preso
Por vontade
É servir a quem vence
O vencedor
É um ter com quem nos mata
A lealdade
Tão contrário a si
É o mesmo amor...

Estou acordado
E todos dormem, todos dormem
Todos dormem
Agora vejo em parte
Mas então veremos face a face
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade...

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua do anjos
Sem amor, eu nada seria...


Por último, há que se considerar que o amor não foi feito para se entender muito, mas sim para se sentir sem moderações. Será isso possível? Essa é a esperança!
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