
TSE diz Não para ficha suja em 2012
Em uma drástica mudança em relação a julgamentos anteriores, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (1º) impedir que candidatos com contas rejeitadas disputem as eleições a partir deste ano. Por 4 votos a 3, a corte definiu que não concederá registro aos postulantes a cargos públicos que tiveram as contas rejeitadas até hoje.
ANÁLISE
Decisão do TSE é boa, mas regra é imprecisa
Segundo a ministra Nancy Andrighi, há atualmente 21 mil candidatos nesta situação. Não foi estabelecido um prazo para a avaliação de contas já rejeitadas, mas caso o TSE venha a definir um limite, o número de barrados diminuirá. “A decisão que desaprovar as contas de candidato implicará o impedimento de quitação eleitoral. Não falamos em prazo”, disse Ricardo Lewandowski. A certidão de quitação eleitoral é documento necessário para obtenção do registro de candidatura, sem o qual o candidato não pode concorrer.
O tribunal vai analisar caso a caso eventuais liberações de candidaturas apesar da rejeição de contas.
"O candidato que foi negligente e não observou os ditames legais não pode ter o mesmo tratamento daquele zeloso que cumpriu com seus deveres. Assim, a aprovação das contas não pode ter a mesma consequência da desaprovação”, disse Andrighi ao reafirmar que quem teve contas rejeitadas não está quite com a Justiça Eleitoral.
Em 2010, o TSE tinha decidido que a simples apresentação das contas já seria suficiente para a concessão do registro. O tribunal deu nova interpretação à legislação eleitoral, o que visa evitar contestações de alteração das regras para as eleições municipais a menos de um ano antes do pleito –o que é proibido.
A Corte definiu que se as contas forem rejeitadas depois da posse de um candidato, a sanção valeria para as eleições seguintes.
Votaram a favor da decisão os ministros Nancy Andrighi, Marco Aurélio de Mello, Cármen Lúcia e o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski. Contra ficaram Gilson Dipp, Arnaldo Versiani e Marcelo Ribeiro. Irritado, Dipp se manifestou e criticou a decisão ao afirmar “meu Deus do céu”.
O TSE exige dos candidatos a discriminação de gastos com comitês eleitorais, material de campanha, pessoal, entre outros. No Brasil, o financiamento é misto: em parte privado, mas também com recursos públicos do fundo partidário.
A sessão definiu as regras para as eleições municipais deste ano, em termos de arrecadação, gastos e posterior prestação de contas. A corte tinha até 5 de março, a próxima segunda-feira, para estabelecer essas diretrizes.
Capitalismo compartilhado - Curtiu?
Cada vez mais a palavra “colaboração” está na boca de economistas e analistas de negócios. Esse movimento, hoje conta com a participação de milhões de pessoas, seja no uso compartilhado de bicicletas, nas trocas feitas através do site U-exchange ou por meio dos viajantes em mais de 235 países que entram em contato através do CouchSurfing. Eles resolveram trocar o consumo centralizado pelo consumo compartilhado.
O consumo colaborativo permite a criação de microempreendimentos, as pessoas podem ganhar dinheiro com o aluguel de espaços e produtos que elas possuem e que estejam ociosos em determinado momento. Sites como o Zilok e Airbnb começam a ter lucro seguindo esse modelo de negócio.
Não é por acaso que espera-se um crescimento significativo no mercado de consumo colaborativo nos próximos anos. O mercado de troca de roupas infantis usadas tem previsão de faturamento entre Us$ 1 bilhão a Us$3 bilhões apenas nos Estados Unidos. O compartilhamento de carros ou o aluguel de carros por hora pode torna-se um mercado de Us$12 bilhões em pouco tempo. Sites como o Zopa faturam milhões de dólares por ano apenas fazendo uma ponte entre consumidores.
A Zipcar é um exemplo quase perfeito de um negócio de sucesso que adota o modelo compartilhado. A empresa não vende nem conserta carros. Ela compartilha. Ao contrário das empresas tradicionais de aluguel de veículos, a frota da Zipcar fica estacionada em diversos pontos de cidades como Washington, Nova York, Boston, Toronto e Londres. Os usuários podem visualizar a disponibilidade do veículo e reservá-lo via Internet, iPhone ou pelo telefone. O aluguel pode ser feito pelo período de uma hora, 1 dia ou mais.
Eles chamam seus clientes de “Zipsters” e dão a cada um, um cartão de plástico, o “Zipcard”. A Zipcar baseia seu sucesso em uma fórmula simples: eles criaram uma forma fácil e eficiente para que as pessoas compartilhem os carros em vez de possuí-los. O serviço é prático, rápido e acessível. A quantidade membros aumenta a uma taxa de mais de 100% ao ano. Isso é uma indicação clara de uma nova tendência de consumo, onde ao invés de possuir algo, as pessoas compartilham.
O modelo de consumo tradicional, no qual as pessoas compra usam e jogam fora deve ser reduzido em uma escala considerável, não só para reequilibrar a economia, mas também para a boa saúde do planeta, visto que a população mundial já chegou a 7 bilhões de pessoas e os recursos são cada vez mais escassos para suprir tanta demanda.
As redes sociais devem agir como alicerces desse novo modelo. Hoje vemos o compartilhamento de vídeos, musicas, fotos e opiniões como algo cotidiano, o próximo passo será descentralização do consumo, onde vamos também compartilhar espaços físicos e bens materiais.
Opinamundos
Compatilhar e curtir idéias já é moda nas redes sociais, nada mais justo que haja esse intenso processo de socialização do capitlismo real. Ganhamos todos em qualidade de vida e só assim poderemos garatir a sustentabilidade do planeta que não aquenta mais o velho modelo de acumulação e exploração dos bens finitos.
Viva a mudança de paradigmas e conceitos! Será que finalmente as pessoas serão mais importantes do que os bens que ela possui?? Será que finalmente os valores serão invertidos positivamente?? E quem compartilhar mais bens de consumo, será o mais rico nesta nova sociedade que adora Curtir e Compartilhar??
Gostou?? Curtiu?? Compartilhe!!
Afinal é compartilhando que se recebe!! É o velho se reinventando e o novo surpreendendo o que todos já sabiam, mas não tinham ferramentas para MUDAR!
Entenda a Rede Capitalista que já domina o mundo
Além das ideologias
Conforme os protestos contra o capitalismo se espalham pelo mundo, os manifestantes vão ganhando novos argumentos.
Uma análise das relações entre 43.000 empresas transnacionais concluiu que um pequeno número delas – sobretudo bancos – tem um poder desproporcionalmente elevado sobre a economia global.
A conclusão é de três pesquisadores da área de sistemas complexos do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça.
Este é o primeiro estudo que vai além das ideologias e identifica empiricamente essa rede de poder global.
“A realidade é complexa demais, nós temos que ir além dos dogmas, sejam eles das teorias da conspiração ou do livre mercado,” afirmou James Glattfelder, um dos autores do trabalho. “Nossa análise é baseada na realidade.”
Rede de controle econômico mundial
A análise usa a mesma matemática empregada há décadas para criar modelos dos sistemas naturais e para a construção de simuladores dos mais diversos tipos. Agora ela foi usada para estudar dados corporativos disponíveis mundialmente.
O resultado é um mapa que traça a rede de controle entre as grandes empresas transnacionais em nível global.
Estudos anteriores já haviam identificado que algumas poucas empresas controlam grandes porções da economia, mas esses estudos incluíam um número limitado de empresas e não levavam em conta os controles indiretos de propriedade, não podendo, portanto, ser usados para dizer como a rede de controle econômico poderia afetar a economia mundial – tornando-a mais ou menos instável, por exemplo.
O novo estudo pode falar sobre isso com a autoridade de quem analisou uma base de dados com 37 milhões de empresas e investidores.
A análise identificou 43.060 grandes empresas transnacionais e traçou as conexões de controle acionário entre elas, construindo um modelo de poder econômico em escala mundial.
Poder econômico mundial
Refinando ainda mais os dados, o modelo final revelou um núcleo central de 1.318 grandes empresas com laços com duas ou mais outras empresas – na média, cada uma delas tem 20 conexões com outras empresas.
Mais do que isso, embora este núcleo central de poder econômico concentre apenas 20% das receitas globais de venda, as 1.318 empresas em conjunto detêm a maioria das ações das principais empresas do mundo – as chamadas blue chipsnos mercados de ações.
Em outras palavras, elas detêm um controle sobre a economia real que atinge 60% de todas as vendas realizadas no mundo todo.
E isso não é tudo.
Super-entidade econômica
Quando os cientistas desfizeram o emaranhado dessa rede de propriedades cruzadas, eles identificaram uma “super-entidade” de 147 empresas intimamente inter-relacionadas que controla 40% da riqueza total daquele primeiro núcleo central de 1.318 empresas.
“Na verdade, menos de 1% das companhias controla 40% da rede inteira,” diz Glattfelder.
E a maioria delas são bancos.
Os pesquisadores afirmam em seu estudo que a concentração de poder em si não é boa e nem ruim, mas essa interconexão pode ser.
Como o mundo viu durante a crise de 2008, essas redes são muito instáveis: basta que um dos nós tenha um problema sério para que o problema se propague automaticamente por toda a rede, levando consigo a economia mundial como um todo.
Eles ponderam, contudo, que essa super-entidade pode não ser o resultado de uma conspiração – 147 empresas seria um número grande demais para sustentar um conluio qualquer.
A questão real, colocam eles, é saber se esse núcleo global de poder econômico pode exercer um poder político centralizado intencionalmente.
Eles suspeitam que as empresas podem até competir entre si no mercado, mas agem em conjunto no interesse comum – e um dos maiores interesses seria resistir a mudanças na própria rede.
As 50 primeiras das 147 empresas transnacionais super conectadas
- Barclays plc
- Capital Group Companies Inc
- FMR Corporation
- AXA
- State Street Corporation
- JP Morgan Chase & Co
- Legal & General Group plc
- Vanguard Group Inc
- UBS AG
- Merrill Lynch & Co Inc
- Wellington Management Co LLP
- Deutsche Bank AG
- Franklin Resources Inc
- Credit Suisse Group
- Walton Enterprises LLC
- Bank of New York Mellon Corp
- Natixis
- Goldman Sachs Group Inc
- T Rowe Price Group Inc
- Legg Mason Inc
- Morgan Stanley
- Mitsubishi UFJ Financial Group Inc
- Northern Trust Corporation
- Société Générale
- Bank of America Corporation
- Lloyds TSB Group plc
- Invesco plc
- Allianz SE 29. TIAA
- Old Mutual Public Limited Company
- Aviva plc
- Schroders plc
- Dodge & Cox
- Lehman Brothers Holdings Inc*
- Sun Life Financial Inc
- Standard Life plc
- CNCE
- Nomura Holdings Inc
- The Depository Trust Company
- Massachusetts Mutual Life Insurance
- ING Groep NV
- Brandes Investment Partners LP
- Unicredito Italiano SPA
- Deposit Insurance Corporation of Japan
- Vereniging Aegon
- BNP Paribas
- Affiliated Managers Group Inc
- Resona Holdings Inc
- Capital Group International Inc
- China Petrochemical Group Company
Fonte: Inovação tecnológica
Bibliografia:
The network of global corporate control
Stefania Vitali, James B. Glattfelder, Stefano Battiston
arXiv
19 Sep 2011
http://arxiv.org/abs/1107.5728
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Opinamundo
Independente da visão conspiratória ou não, é fato que a econômia domina todas as pautas políticas e sociais de qualquer estado moderno. Caminho sem volta ou não, sabemos que a sistema capitalista é um vírus retro-alimentar mutante, que necessita cada vez mais de parâmetros e modelos tradicionais para se manter inabalado.
A sociedade em rede está transformando o mundo político e social, vide as recentes manifestações árabes, porém no campo econômico, a regra da acumulação capitalista continua em voga e cada vez mais voraz e interligada, formando poderosas centrais de "super-entidades", a principio apenas econômica, mas capaz de direcionar a pauta política mundial em seu inteiro favor. Mesmo uma crise econômica mundial sem precedentes, antes resolvida através da política e guerras, hoje são adiadas, por costuras econômicas que compram estados soberanos, ao grande custo de mais opressão e recessão em favor da manutenção do status quo dos donos do poder econômico mundial: bancos, grandes corporações e seus sócios políticos, chefes de estados, cada vez menos soberano na luta dos interesses do seu povo (vide o que ocorre hoje na Grécia, berço da civilização moderna e quem sabe túmulo da mesma).
Restará a real implantação da nova Ordem Mundial? Será o mundo e nós homens sociais, reduzidos a corporações e colaboradores?? Colaboradores de que e para quem cara pálida??

Marília Gabriela entrevista - Marcelo TAS 25/09/2011
Excelente entrevista, muito bom conhecer de perto a genialidade humana, que poucos sabem representar em suas áreas de atuação, que alias poderia ser até mesmo em outras áreas, conforme revelou TAS, um quase aviador e um engenheiro. Mas é certo que como um bom aviador, TAS sabe decolar seus projetos multimídias e pilotá-los em céu de brigadeiro. Sua visão lógica de um quase engenheiro, também lhe ajuda a projetar a vida e o seu trabalho para além do palpável e tudo parece ser bem arquitetado mesmo fora do controle, como afirmar estar a vida, quando sua mãe lhe pergunta: "Filho está tudo sob controle?". E com a alma de artista ele responde: "Nada está sob controle".
Parabéns TAS!!
Alex Souza
Leia também:
Sexo: a forma mais eficiente de comunicação? (Blog Marcelo TAS)
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