O problema do Brasil não é arrecadar pouco. É gastar mal. - OpinaMundos
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O problema do Brasil não é arrecadar pouco. É gastar mal.

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O Brasil não é um país pobre.

É a 9ª ou 10ª maior economia do mundo, dependendo do critério utilizado. Possui abundância de recursos naturais, um dos maiores mercados consumidores do planeta e uma população reconhecida pela capacidade empreendedora.

Ainda assim, crescemos pouco.
Nossos salários avançam lentamente.
Nossa competitividade internacional é limitada.
E os serviços públicos não correspondem ao volume de impostos pagos.

O problema central não é falta de arrecadação.
É ineficiência estrutural.


1. O Estado necessário: nem mínimo, nem máximo

No artigo “O Estado Necessário: Nem Mínimo, Nem Máximo”, defendemos uma ideia simples: o debate brasileiro precisa amadurecer.

O Brasil não precisa de um Estado inchado que sufoca quem produz.
Mas também não precisa de um Estado ausente.

Precisa de um Estado funcional.

Um Estado que:

  • Garanta segurança jurídica
  • Invista em educação básica de qualidade
  • Promova infraestrutura eficiente
  • Proteja contratos e a livre iniciativa
  • Seja fiscalmente responsável

O que não podemos continuar sustentando é um Estado que cresce em complexidade, mas não em eficiência.


2. Para onde vai o dinheiro dos impostos?

Em “Para Onde Vai o Dinheiro dos Seus Impostos?”, mostramos que o Brasil não arrecada pouco.

A carga tributária brasileira gira em torno de 33% do PIB — patamar próximo ao de países desenvolvidos. No entanto, a percepção da população é de retorno baixo.

Por quê?

Porque o orçamento é altamente engessado.

Segundo dados do Tesouro Nacional, mais de 90% das despesas federais são obrigatórias. Isso significa que o governo tem pouquíssima margem para decidir onde investir.

Grande parte dos recursos vai para:

  • Previdência
  • Folha de pagamento
  • Transferências obrigatórias
  • Juros da dívida

Sobra pouco para investimento estruturante.

E sem investimento produtivo, não há avanço sustentável.


3. O verdadeiro gargalo: baixa produtividade

No artigo “O Brasil Não é Pobre — É Improdutivo”, abordamos o ponto central que conecta todos os problemas anteriores.

Produtividade é o que determina riqueza.

Países como Estados Unidos, Alemanha e Coreia do Sul produzem muito mais por hora trabalhada do que o Brasil.

Segundo dados internacionais recentes, o trabalhador brasileiro gera cerca de um quarto do valor produzido por hora em economias avançadas.

Isso explica:

  • Salários menores
  • Menor competitividade
  • Crescimento mais lento

O brasileiro trabalha muito.
O problema é o ambiente que reduz sua eficiência.

Burocracia excessiva.
Sistema tributário complexo.
Infraestrutura deficiente.
Insegurança jurídica.
Baixa qualidade da educação básica.

Tudo isso reduz produtividade.


4. A cultura do gasto versus a cultura da responsabilidade

Chegamos então ao ponto central deste artigo.

O Brasil arrecada muito.
Gasta muito.
Produz pouco.

Segundo o Banco Mundial, o gasto público brasileiro supera 35% do PIB. Não é um Estado pequeno.

Mas é um Estado pouco eficiente.

Ao longo das últimas décadas, consolidou-se uma cultura política baseada na expansão contínua de despesas — muitas vezes sem avaliação rigorosa de impacto e eficiência.

Criam-se programas.
Ampliam-se estruturas.
Aumentam-se vinculações.

Mas raramente se medem resultados com rigor técnico.

Responsabilidade fiscal não é frieza social.
É condição para sustentabilidade social.

Sem equilíbrio fiscal:

  • A dívida cresce
  • Os juros sobem
  • O investimento privado recua
  • O crescimento desacelera

E quem mais sofre é justamente quem depende de serviços públicos.


5. O que o Brasil precisa fazer

O caminho não é ideológico. É técnico.

O Brasil precisa de:

  • Simplificação tributária real
  • Modernização administrativa
  • Avaliação contínua de políticas públicas
  • Foco absoluto na educação básica
  • Aumento do investimento em infraestrutura
  • Ambiente favorável ao empreendedor

Países que adotaram disciplina fiscal e modernização institucional — como Estônia e Canadá — conseguiram criar estabilidade, atrair investimentos e elevar o padrão de vida da população.

O Brasil tem potencial para fazer o mesmo.


6. O que pensa o OpinaMundos

O OpinaMundos acredita que o Brasil pode ser mais.

Acredita que:

  • Liberdade econômica é motor de prosperidade
  • Segurança jurídica é fundamento do crescimento
  • Responsabilidade fiscal é base da estabilidade
  • O dinheiro do contribuinte merece respeito

Não defendemos Estado mínimo.
Não defendemos Estado máximo.

Defendemos Estado eficiente.

Um Estado que não seja obstáculo para quem trabalha.
Que não puna quem empreende.
Que não trate crescimento como ameaça.

O Brasil não precisa arrecadar mais.
Precisa gastar melhor.

Precisa produzir mais.
Precisa organizar melhor suas prioridades.

Temos tamanho.
Temos recursos.
Temos capacidade.

Falta eficiência.

E é sobre isso que o debate precisa girar.

O futuro do Brasil depende menos de aumentar impostos
e mais de aumentar produtividade, responsabilidade e racionalidade.

O debate continua.

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